|
Amazónia
O maior património natural do Planeta
Historicamente, sempre esteve associada á natureza, constitui-se numa das últimas reservas mundiais de recursos naturais e florestais e um dos ecossistemas mais ricos e preservados do planeta, especialmente pela sua biodiversidade, conferindo-lhe um papel de destaque nos cenários nacional e internacional, por congregar todos os elementos naturais necessários ao sucesso de qualquer programação de ecoturismo.
E esta é uma das razões pelo qual a Amazónia é um dos mais procurados destinos turísticos da América do Sul e da terra, entre os amantes da Natureza, mas também entre aqueles que procuram o turismo de aventura, seja nas suas ilhas fluviais, nas praias ou no meio da selva, pois a emoção está em todo o lugar neste lugar da Terra, o mais precioso património ecológico do planeta azul.
Texto Fernando Borges Fotos Reno Maurício/Ribamar o Caboclo
Quando se pretende escrever algo sobre um determinado lugar, sem nunca se ter lá estado, sem ter vivido emoções e sensações, é sempre complicado, exigindo uma grande dose de imaginação e muito tempo de pesquisa. E se esse determinado lugar se chamar Amazónia mais complicado se torna, mesmo que seja dos lugares do nosso planeta sobre o qual mais se escreveu e mais se leu. E outra dificuldade, perante estes factos, é por onde começar, do que falar, pois existe um mundo de mundos dentro deste mundo que é a Amazónia.
Poderemos começar por dizer que a Amazónia é um dos mais preciosos patrimónios ecológicos do planeta, um grande bioma composto por diversos ecossistemas interagindo em equilíbrio, que 65 % de toda a sua área é composta pela floresta tropical húmida de terra firme, sendo que o restante é constituído por matas de cipó, campinas, matas secas, igapós – matas alagadas-, manguezais, matas de várzeas, cerrados, campos de terra firme, campos de várzeas e matas de bambu, que toda a rede de rios, riachos, cachoeiras, lagos, igarapés – pequenos rios - e represas constituem os ecossistemas aquáticos da Amazónia, e que ocupa 60 % do território brasileiro, sendo o seu maior estado.
Depois, poderíamos dizer que a bacia amazónica é um dos locais mais chuvosos do planeta, com índices pluviométricos anuais de mais de 2.000 mm por ano, podendo atingir 10.000 mm em algumas regiões, que a partir de Dezembro as águas sobem em média 10 metros, podendo atingir 18 metros em algumas áreas, significando que durante metade do tempo grande parte da planície amazónica fica submersa, caracterizando a maior área de floresta inundada do planeta.
Um dos poucos redutos do planeta onde ainda vivem povos humanos primitivos, com as dezenas de tribos ainda existentes a espalharem-se em territórios dentro da mata, mantendo seus próprios costumes, linguagens e culturas, inalterados por milhares de anos, acreditando mesmo os antropólogos ainda existirem povos primitivos desconhecidos vivendo nas regiões mais inóspitas e inacessíveis.
Uma floresta onde existem oficialmente dois parques nacionais na Amazónia brasileira, o Parque Nacional do Tapajós no Brasil e o Parque Nacional do Pico da Neblina, este já na Amazónia venezuelana, o que não tem impedido os impactos negativos resultantes da exploração humana, seja através do desflorestação ou das queimadas para a formação de pastos para o gado e abertura de rodovias, destruindo imensas áreas de florestas virgens todos os anos.
É neste sentido que o turismo se torna importante, principalmente o segmento do ecoturismo, despontando como uma das alternativas de desenvolvimento sustentável para a Amazónia, tornando-se por si só capaz de minimizar os impactos ambientais, levando mesmo a que o turista se torne num “polícia” ambiental.
E quando se fala em explorar a Amazónia, fala-se obrigatoriamente em percorrer de canoa o seu grande rio, as suas ramificações, afluentes e correntes que se perdem em impenetráveis florestas após mais uma curva do seu percurso, o lugar preferencialmente escolhido pelos índios para estabelecerem a sua aldeia. É que toda a vida humana depende do rio nesta terra inóspita e selvagem.
Assim, quem visita a Amazónia tem obrigatoriamente que entrar numa piroga ou numa escuna e aventurar-se pelo rio acima, a única forma de partir ao encontro e à descoberta dos seus segredos, da sua flora e fauna, da sua majestosidade e complexidade, numa verdadeira aventura e despertar de sensações, seja mais acima ou abaixo de Manaus. A cidade capital do estado, de origem colonial, remontando ao séc. XVII, situada numa região outrora habitada pelos índios Manaus, a quem deve o seu nome, porta de entrada para a floresta amazónica, uma metrópole vista como o pólo turístico, principalmente o ecológico.
Um turismo ecológico pronto a dar-se a descobrir numa viagem pelo belo e pelo exótico, um ecoturismo magnífico e memorável, que nos pede ajuda para o protegermos, relembrando-nos que a sua protecção é um exclusivo de todos nós e que a nossa existência, como seres humanos, depende da existência dela, da Amazónia.
Como ir
Oferecendo voos diários para Brasília e para Fortaleza, e voando 12 vezes por semana para o Rio de Janeiro, sem dúvida que a TAP é a companhia aérea melhor posicionada para se chegar ao Brasil a partir de Portugal. Depois, numa destas cidades, embora Brasília se posicione como a mais próxima do destino pretendido, a Amazónia, a TAM, companhia aérea brasileira, levá-lo-á até Manaus, a principal porta de entrada do nosso mais precioso património ecológico e pulmão principal do nosso planeta
.
ONDE FICAR
São várias as ofertas de alojamento na Amazónia.
Entre elas destacamos:
Amazon Jungle Palace
A 50 km de Manaus, na margem esquerda do Rio Negro, é o primeiro complexo hoteleiro ecológico de luxo na Amazónia, num contacto directo com a natureza e a vida de uma das mais fascinantes regiões do planeta, oferecendo 68 apartamentos climatizados com vista panorâmica para o rio, um restaurante, o “Araticum”, bar e piscina, assim como várias opções de lazer e actividades ao ar livre, como Passeios na Selva, observação nocturna de jacarés, passeios pelos igapós e pesca de piranhas, visita a tribos índias, à Vila de Paricatuba, encontros e mergulhos nas águas do rio, visita ao arquipélago de Anavilhanas e cursos de sobrevivência na selva
www.amazonjunglepalace.com.br
Juma Lodge
Localizado no meio da Floresta Amazónica, a apenas 3 horas de Manaus, o Juma Lodge oferece 23 bungalows construídos sobre palafitas com vista para o Rio Preto e para as águas calmas do Lago Juma. Um pequeno e confortável hotel planeado para ser totalmente integrado no meio ambiente que o rodeia, oferecendo diversas actividades de ecoturismo como passeios pela selva, observação de jacarés e do fabuloso pôr-do-sol, passeios de reconhecimento, pernoitas na selva, pesca no rio e visita à Casa do Caboclo.
www.jumalodge.com.br
Amazonia Golf Resort
O Amazónia Golf Resort é um resort de luxo em plena floresta, uma nova opção para quem procura lazer com muito conforto. Localizado a 58 km do Aeroporto Internacional de Manaus, de fácil acesso, esta unidade hoteleira é uma moderna construção que abraça a preservação e conservação da natureza com reaproveitamento das áreas de uma antiga fazenda sem desflorestar e sim, reflorestar, um resort que oferece luxo e conforto de um hotel 5 estrelas, campo de golfe, spa e três categorias de acomodações – suite real, suite Premium e suite luxo
www.nobilehoteis.com.br
Tropical Manuas
Localizado a apenas 15 km do centro de Manaus, o Tropical Manaus foi planeado e concebido para oferecer aos hóspedes o melhor da hotelaria. Apartamentos amplos e confortáveis, estrutura de lazer excelente, uma piscina com borda infinita e uma localização invejável sobre o rio são as suas principais características.
www.tropicalmanaus.com.br
O QUE VISITAR
Em Manaus, o Teatro Amazonas, Parque Ponta Negra, Parque Municipal de Mindú, Jardim Botânico, Jardim Zoológico, Balneários Taruma e Cachoeira das Almas, a Cascadinha do Amor, Praia de Tupé e a Praia da Lua são de visita obrigatória.
Imperdível é o Festival Folclórico de Parintis, um dos mais esperados e fantásticos festivais da América do Sul e que acontece anualmente nos dias 28, 29 e 30 de Junho.
É a festa do boi, como é chamado pelo povo, celebrado no bumbódromo, atraindo anualmente mais de 100 mil pessoas, uma festa marcada pelas impressionantes alegorias representadas por carros confeccionados por artistas parintinenses, uma disputa entre dois bois, o Caprichoso e o Garantido, baseada em lendas locais, as quais, ano após ano, voltam a povoar o imaginário popular, representando a história do homem amazónico através de uma grande festa, a qual contagia com as suas toadas tanto os participantes quanto o público nas arquibancadas do bumbódromo, com capacidade para 35 mil espectadores.
Outra cidade a merecer uma visita é Barcelos, uma cidade marcada pelos Parque Nacional de Jaú e o Parque Estadual da Serra do Aracá, pela diversidade de atracções turísticas, pela pesca desportiva e pelas excursões ecológicas. |