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Pelas ondas da fantasia e da realidade

Para muitos, férias de sonho é sair por aí à descoberta de sensações e de lugares que nos cativem o espírito, alimentando todos os nossos sentidos de uma forma tranquila, requintada e suave, ao mesmo tempo que interiorizamos o mais ínfimo detalhe de um mundo feito de prazeres. E é tudo isto que espera por nós quando partimos à descoberta dos encantos do Mediterrâneo a bordo do Voyager of the Seas, um dos mais belos navios a cruzar os mares.

Ainda sobrevoava Barcelona e já procurava no porto da capital catalã aquele que iria ser o meu mundo e a minha fonte de sensações durante sete noites e oito dias, o tempo que um dos mais belos navios da frota da Royal Caribbean International levaria a percorrer o tranquilo Mediterrâneo ao encontro de alguns dos mais emblemáticos lugares do sul da Europa.

E lá estava ele, o Voyager of the Seas, nas suas imponentes 138.000 toneladas, 311 metros de comprimento e quinze decks, à espera de ser descoberto e de se mostrar em todo o seu esplendor, enquanto nos levava ao encontro de míticos, glamourosos, excitantes e exóticos lugares como Villefranche (Nice/Monte Carlo), Livorno (Florenç/Pisa), Civitavecchia (Roma), Nápoles e Palermo, numa verdadeira viagem de conhecimento e descoberta da milenar história e cultura do sul da Europa.

Mas, para além do encontro com toda esta riqueza histórica e cultural, o que leva a que cada vez mais pessoas de todas as idades se sintam cativadas por esta forma de viajar? A resposta, ou parte dela, está na ideia de romance, de divertimento, de alguma aventura, pelo facto de aqui as preocupações com bagagens e horas perdidas em aeroportos sejam substituídas por constantes momentos de descontracção, prazer e, para quem o procura, pelo descanso.

E todas estas sensações começam logo após os escassos minutos que leva a fazer o chec-in e a bagagem a ser levada por um elemento da tripulação até ao nosso alojamento, altura em que pela primeira vez sentimos que fomos despojados de todos os problemas e preocupações que nos acompanham no dia-a-dia.

Depois, é o acolhimento personalizado feito por um dos 1181 tripulantes, oriundos dos mais diversos países que, sempre com um sorriso de genuína simpatia nos guia até ao camarote com janela com vista para o mar ou com varanda privativa e aí somos acolhidos por aquele que será o nosso guardião até ao fim do cruzeiro, o camareiro, que todos os dias nos entregará o jornal de bordo onde, para além das actividades a bordo, somos informados sobre as excursões que poderemos efectuar em terra, e que manterá o camarote arrumado e imaculadamente limpo.

E mal o Voyager of the Seas zarpa, deixando Barcelona para trás e se dirige para a bela Villefranche, passa-se à descoberta, ao longo de quinze decks, deste verdadeiro resort de luxo flutuante que se caracteriza pelo seu design inovador e atraente de super-iate, pelos extensos exteriores em vidro, balaustradas de madeira, esculturas e outras obras de arte.

A partir do Centrum, o coração do Voyager, como que um átrio aberto de um qualquer luxuoso hotel, somos levados através de escadarias ou de elevadores panorâmicos através de quinze andares por onde se distribuem os mais diversificados espaços que ocupam todos os momentos que desejamos serem ocupados. Seja no Centro ShipShape Fitness ou no Spa, num dos muitos bares temáticos, como o Schonner Bar, um dos mais procurados e animados, no Casino Royale…

Mas as opções poderão passar igualmente por ambientes mais tranquilos vividos no Connoisseur Club e aí beber um conhaque, no Champagne Bar, onde são servidos os mais requintados aperitivos, num jogo de cartas no Seven Hearts, na tranquilidade de um dos dois andares da biblioteca, ou simplesmente deixar-se estar bem acima do mar e desfrutar uma panorâmica de 360º oferecida pelo Salão Viking Crown, uma das formas de distinguir os navios da Royal Caribbean.

Mas é na Royal Promenade, que pela primeira vez apareceu num navio de cruzeiros exactamente no Voyager of the Seas, o primeiro navio da classe Voyager da Royal Caribbean, que acontece todo um fervilhar de vida. Uma avenida do tamanho de um campo de futebol, um mundo de opções de bares e pub’s, de lojas onde estão representadas as mais famosas marcas da moda internacional e de diversas opções de refeições e entretenimento 24 horas por dia.

Um espaço que iniciou uma nova era no mundo dos cruzeiros, a dos resorts de luxo flutuantes onde tudo existe e onde tudo acontece.
Também no Voyager os mais novos não foram esquecidos.
No Centro Adventure Ocean, equipas devidamente preparadas supervisionam durante o dia e noite as crianças entre os 6 meses e os 17 anos, divididas em sete grupos etários, oferecendo um vasto menu de actividades dque conjugam educação e entretenimento, para além de essas mesmas crianças contarem com a Adventure Beach. Uma piscina exclusiva para elas e onde acontecem as mais divertidas actividades aquáticas.

Para os mais activos e fans de desporto, o Voyager oferece também a primeira parede de escalada e o primeiro ringue de patinagem no gelo num navio de cruzeiros, um campo de basquete e volei, uma pista de patins em linha, pista de jogging, campo de mini golfe de 9 buracos e, claro, um centro de fitness onde poderá ter aulas de aeróbica, alongamentos e de step, para além de poder usufruir de uma grande variedade de equipamentos de ginástica e musculação.

Para quem o importante é estar a dar cor à pele, são várias as piscinas e jacuzzis disponíveis, para além, claro, de um solarium.
Reconhecidamente vista como um dos pontos fortes dos cruzeiros, a gastronomia encontra no Voyager of the Seas diversas alternativas para agradar ao palato. Seja na intimidade do restaurante italiano Portofino, no informal e descontraído Windjammer, na atmosfera tropical vivida no Island Grill, no super animado Johnny Rockets, bem ao estilo americano dos anos 50 ou, claro, no faustoso e impressionante Restaurante Principal de três pisos.

E se durante o dia a opção passa entre o visitar e conhecer um pouco da história e cultura de uma das mais belas regiões da Europa através de excursões ou ficar a bordo desfrutando o conforto e a tranquilidade sempre presente, a noite aparece envolta em magia.

Uma magia que acontece no Casino Royale, nos diversos e temáticos bares, pontos de encontro de desconhecidos que passam rapidamente a “velhos amigos”, no teatro Scala, com cinco balcões e capacidade para 1350 pessoas onde diariamente os efeitos especiais e produções ao estilo West End acontecem, na discoteca, no sempre apetecido Vicking Crown ou no ringue de patinagem no gelo onde antigos campeões do mundo e olímpicos apresentam belos espectáculos de puro encanto.

Até que chega, sem anunciar, o último dia, com Barcelona a surgir no horizonte, sendo visível a tristeza dos 3.114 passageiros que se concentraram nos decks superiores e que viveram juntos as mil e uma sensações e emoções proporcionadas pelo Voyager of the Sea por ter chegado ao fim esses dias de permanentes prazeres, sonhos, fantasias e… realidades.


Mas também, aqui e ali, se ouve um já nostálgico “até breve”.