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Pelas Caraíbas ao ritmo de “reggae”

Se um dia alguém lhe contar que num espaço de oito dias se passeou por um boulevard como se estivesse nos Campos Elíseos, bebeu uma cerveja num pub que poderia ser em Dublin, assistiu a um espectáculo da Broadway numa sala de espectáculo como o Scala de Milão, cavalgou sobre ondas que bem poderiam ser no Hawai, escalou paredes íngremes como se fossem as Montanhas Rochosas, comeu ostras no mais refinado restaurante de Portofino, assistiu a um espectáculo de patinagem no gelo, comprou jóias numa ourivesaria que bem poderia ser na 5ª Avenida ou que deu cor à pele à beira de uma piscina que poderia ser a de qualquer hotel de luxo, não duvide. E se esse alguém lhe disser que pelo meio se banhou em cristalinas águas azul turquesa, se estendeu nas brancas areias das mais belas praias das Caraíbas e que visitou lugares tão exóticos e paradisíacos como Labadee, Grand Cayman, Jamaica e Cozumel, sem se esquecer das praias de Miami Beach, não duvide. Esse alguém fez tudo isso e muito mais. Esse alguém fez um cruzeiro no Liberty of the Seas, o maior navio de cruzeiros do mundo, pelas Caraíbas.

Por Fernando Borges

Sol, descontracção, mar, fotos, diversão, encontros multi-culturais, praia, música, espectáculo, gastronomia… liberdade! Por certo serão algumas destas palavras e sentidos que para si serão sinónimo de férias empolgantes e memoráveis, simples ideias que o Liberty of the Seas, da Royal Caribbean International, transforma em realidade.
Para que isso aconteça, bastará ir ao encontro das coordenadas 20º da latitude Norte e 80º de longitude Oeste, onde encontramos a bela, contagiante e agitada Miami.

A Miami de South Beach e Key West, dos edifícios art-déco, das inumeráveis marinas apinhadas de incontáveis iates, dos corpos bronzeados e esculturais que se passeiam na esperança de se tornarem estrelas de cinema, das apelativas e concorridas boutiques, das centenas de bares e esplanadas, dos recifes de coral, das villas com cais privativo, dos Hummer, Vipper, Cadillac e Mustang que percorrem largas avenidas e viadutos que ligam um emaranhado de verdejantes ilhas. A Miami de muitos sonhos e que continua a preencher o imaginário de incontidos prazeres.

É este o ponto de partida para o concretizar de outros sonhos, para o encontro com o que muitos apelidam de “auge do viajante”: as Caraíbas.
E basta embarcar no Liberty of the Seas, deixando essa fantástica Miami para trás, envolta num idílico pôr-do-sol, para que logo se apodere de nós a empolgante sensação de que estamos a caminho de uma realidade que tem atravessado gerações de entusiastas e apaixonados pelo sol, pela alegria, pelos destinos exóticos, pela música quente que constantemente paira no ar e por ritmos frenéticos.
Ou por aquele sentimento que aqui ganha mais força e que se resume a apenas duas palavras que ganham mais intensidade interior quando saídas da boca dos jamaicanos, as tão famosas “no problem” que nos fazem viajar por um mundo de incontida e deambulante paz.

É o início de uma viagem ao encontro dos mesmos lugares que serviram de refúgio espiritual a Ian Flemming ou Errol Flyn, de refúgio físico a piratas como Henry Morgan, que ambientaram várias aventuras de James Bond, que serviram de refúgio amoroso a Elizabeth Taylor, aos insinuantes banhos de Brooke Shields na “Lagoa Azul” ou das águas quentes que viram Úrsula Andress num sugestivo biquini e um punhal na mão.

Um lugar único repleto de ilhas, pequenas baías e coloridos recifes, de belas praias de areia branca, de um sempre presente sol e de um convidativo mar cor de esmeralda que vai sendo percorrido tranquilamente pelo maior navio de cruzeiros do mundo, o Liberty of the Seas.
Enganam-se aqueles que pensam que este verdadeiro resort flutuante que todos os dias nos leva a um diferente paraíso terreno nas Caraíbas apenas tem o título de “o maior do mundo”.
A juntar a este título, o Liberty of the Seas tem igualmente os títulos de o mais inovador e o mais avançado, tecnologicamente, navio de cruzeiros a navegar pelos oceanos, apresentando as mais modernas soluções de design e de bem-estar, assim como as mais surpreendentes ofertas de entretenimento conhecidas sobre os mares.

Nas suas 158.000 toneladas e nos seus 15 decks, o Liberty tem capacidade para transportar 4370 passageiros, conta com 1800 camarotes duplos e uma tripulação de 1360 pessoas, 12 piscinas que compõem a Zona H2O, incluindo uma com música sub-aquática e uma outra para os passageiros que não dispensam a competição desportiva, onde poderão ser praticadas modalidades como natação sincronizada, water-polo e volei, para além do FlowRider®. Uma piscina exclusiva para a prática de surf e body-board e que marca profundamente a vida a bordo do Liberty.

O desporto a bordo do Liberty não se restringe apenas aos desportos náuticos. Uma parede de escalada de 14 metros, um ringue de patinagem no gelo com bancadas para cerca de 800 espectadores e onde acontecem espectáculos protagonizados por antigos campeões olímpicos e do mundo, um campo de mini-golfe de nove buracos, uma pista de patins em linha, um campo de volei, de basquete e futebol de salão com as medidas oficiais, e um ginásio onde não falta um ringue de boxe profissional fazem igualmente parte de todo esse complexo desportivo, sem esquecer o Adventure Ocean® Youth Programme. Um programa totalmente supervisionado que oferece uma vasta gama de instalações para crianças de todas as idades, permitindo aos pais uma maior liberdade e despreocupação enquanto os seus filhos se divertem.
A tudo isto, e para momentos mais relaxantes, outra novidade no mundo dos cruzeiros está nos dois jacuzzis, um a bombordo e outro a estibordo que saem quatro metros fora do navio ficando suspensos a 30 metros sobre as águas dos oceanos, entre outros que se encontrarão ao longo do navio, permitindo, juntamente com o Spa e o ShipShape® Fitness Center, que se vivam momentos de pura descontracção como se de um resort de super-luxo em terra se tratasse.

Em termos de alojamentos, este verdadeiro “navio-resort” lança um olhar especial para as famílias que queiram viajar e ficar juntas no mesmo espaço, oferecendo diversos camarotes de grandes dimensões.
No topo deste imenso mundo de luxo e espaço oferecido, encontra-se a suite presidencial com 140m2, quatro quartos e quatro casas de banho, terraço, bar e sala de jantar, no interior e no terraço, e jacuzzi.

Um pequeno pormenor a que se juntam diversos restaurantes temáticos, com respostas para os mais exigentes gourmets, lounges, casino, night-club, centro de congressos, cinema, discotecas direccionadas, divididas e preparadas para diversas idades, dos 5 aos 16 anos, baby-rooms, o Arcádia Theatre, uma sala de espectáculo com capacidade para cerca de 2000 pessoas que oferece diariamente espectáculos ao estilo West End, e a famosa “Royal Promenade”. Uma avenida com 138 metros de comprimento que liga a proa à popa, com dezenas de lojas, bares, esplanadas, cafés, pubs, pizzarias, casas de chá, gelatarias e … barbearia.

Mas se o Liberty of the Seas é só por si um mundo, fora dos seus 15 decks existe um outro mundo de fascínio que vai sendo dado a descobrir a cada milha navegada. É o continuar do concretizar de muitos sonhos e que começa com o desfrutar de uma ilha privada, Labadee.

Um cenário paradisíaco preenchido pelas cores dos trajos e obras de arte dos seus habitantes, das praias de fina areia branca, das águas de um estonteante verde-azul e dos sempre presentes ritmos caribenhos que esvoaçam no ar enquanto nos baloiçamos sobre um colchão de ar nas tranquilas águas das suas baías, planamos num para-pente, nos deliciamos na observação dos coloridos peixes que connosco dividem todo aquele mar azul ou nos refrescamos com uma sempre bem-vinda piña-colada. E tudo isto sob a protecção do nosso “resort flutuante” ancorado numa minúscula baía, o Liberty of the Seas.

Se para alguns a possibilidade de poder desfrutar de uma praia privativa encontra-se entre os principais desejos quando se pensa num destino de férias, para outros esse desejo passa pelo encontro e descoberta de outras relaxantes e despreocupadas formas de viver cada minuto, pelo sentir na plenitude os genuínos sabores e cheiros envoltos numa atmosfera ritmada por sons quentes que marcam a forma de viver do seu povo, marcando o ritmo dos seus passos que muitas vezes nos levam ao encontro de um simples nada, mesmo que esse nada seja uma praia escondida sob uma paisagem frondosa, uma expedição nocturna em canoa pela selva tropical sob a luz de tochas e o som de tambores, a descoberta em ritmo baloiçante de cidades como Montego Bay, Negril e Ocho Rios ou um passeio cénico no rio Martha Brae saboreando as sensações oferecidas por uma balsa de bambu.

Talvez em nenhum outro lugar encontremos tão doce apelo à descontracção como acontece naquela ilha das Caraíbas marcada também pela extravagância e exuberância das cores quentes do vestuário, tão quentes como o sol que aqui teima em não deixar de brilhar, a Jamaica. Uma ilha que continua a saber guardar a herança africana que é no fundo a base da sua essência cultural.
A Jamaica é a ilha da lua-de-mel de Jacqueline e J.F. Kennedy, é a ilha onde se situa a “villa” de Ralph Lauren, e é o local onde foi a ilha eleita pelo ao casal Jacqueline e J.F. Kennedy para a sua de lua-de-mel, por  Ralph Lauren e para construir a sua “villa” das Blue Mountains, onde se cultiva o melhor e mais caro café do mundo, e claro, desse mito chamado Bob Marley, o maior ícone cultural jamaicano e que deu a conhecer ao mundo o reggae e a cultura rastafari.

Esta região das Caraíbas  que nos é luxuosamente mostrada pelo Liberty of the Seas, é igualmente berço dos maiores paraísos subaquáticos, oferecendo uma infinidade de cavernas, canyons e corais. Um paraíso percorrido por moreias, badejos, tubarões, tartarugas e um verdadeiro arco-íris de outros peixes que oferecem a este mar azul um colorido mágico.
É este um dos principais atractivos desse paraíso fiscal chamado Grand Cayman, com mais de 500 representações bancárias, da famosa Seven Mile Beach mas também de Stingray City. Um lugar abençoado pela natureza e protegido por barreiras de coral e habitat natural da maior colónia de raias gigantes do mundo que aqui esperam pelo ser Homem para um contacto directo e maravilhosos momentos de convívio com este encantador e pacífico ser marinho.

Momentos de raros prazer e envolvência que se prolongam quando o Liberty of the Seas chega à costa mexicana, à ilha de Cozumel, onde mergulhar nas suas águas é visitar um mundo especial e de rara beleza, deixando qualquer mergulhador, mesmo o mais experiente, simplesmente fascinado.

Uma ilha encantadora de águas quentes habitadas por uma intensa vida exótica e deslumbrante que parece flutuar entre recifes de coral que acompanham toda uma costa marcada por idílicas praias de areia branca e pequenas lagos que mais parecem pequenos aquários, enquanto na pequena cidade que dá nome à ilha se sente no ar o perfume muito próprio do povo caribenho mexicano.
Um povoado de pitorescas ruas preenchidas pelo sorriso das suas mulheres, pelo andar pousado e firme dos seus “varones” e onde o tempo se perde na animação fulgurante dos bares, restaurantes e esplanadas.

Talvez o melhor lugar para terminar uma viagem por algumas das mais belas e paradisíacas ilhas das Caraíbas, onde os cheiros e os sabores são mais intensos, coloridos e sentidos.
Pela frente, e antes do regresso a Miami, resta apenas mais um dia de navegação. Um dia para um último saborear de todas as emoções vividas durante oito dias e para um último desejo. O do regresso a este fabuloso lugar criado por Deus, a um lugar que permanentemente nos oferece experiências únicas, a oportunidade de a cada momento expandirmos os nossos limites e que nos dá a liberdade que muitas vezes nos parece fugir.