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Cruzeiros


O sonho como destino


 Cada vez mais, seja sozinho, com a família ou com um grupo de amigos, férias de sonho é sinónimo de encontros com mil e um prazeres, de descoberta de novas culturas e experiências, que aconteçam de uma forma tranquila, sem pressas, com glamour, e aqui e ali polvilhadas de algumas nuances de aventura. Ou seja, sinónimo de cruzeiros.

Ainda me recordo com alguma nostalgia quando, nas décadas de 70 e 80 via chegar ao Cais de Alcântara os grandes navios a que chamavam de “paquetes”. E também me recordo da inveja que sentia daqueles que ali desembarcavam, na sua maioria de origem nórdica ou do outro lado do Atlântico, apesar de a maioria serem pessoas de idade avançada.


Era esta a imagem principal que esses navios transmitiam - que os cruzeiros eram a forma que as pessoas de mais idade encontravam para se despedirem das emoções da vida. Uma ideia a que se unia uma outra; que os cruzeiros eram um sonho tornado realidade apenas possível a algumas carteiras.
Por outras palavras, para quem fosse rico.


Mas quis o acrescentar de anos na vida que viesse encontrar-me com esse mundo, o dos cruzeiros, e que agora faz parte do meu dia-a-dia, acabando por me mostrar o quanto eu estava enganado nessas impressões deixadas pelos “velhinhos” paquetes.


Com efeito, a experiência tem-me mostrado que, cada vez mais, fazer um cruzeiro é a fórmula preferida para quem deseja umas férias diferentes, onde o som relaxante das ondas do mar, a suave brisa que acompanha o doce navegar de um navio, o ir ao encontro de novas aventuras e novas culturas, de uma forma tranquila, sem pressas, mistura-se sempre com o ambiente luxuoso oferecido por esses resorts navegantes. E seja qual for a forma que se escolha, o destino, o tipo de navio ou a duração desse cruzeiro, fica sempre a certeza que encontrámos uma das melhores formas de viajar para que os sentidos se sintam mais envolvidos e mais cativos, inspirando-se em cada momento, em cada vaga.


Na realidade, fazer um cruzeiro é viver e sentir cada delícia gastronómica preparada pelos mais conceituados chefes, as sensações de rejuvenescimento e vitalidade oferecidas pelos SPA’s, a sumptuosidade e elegância do alojamento, dos salões, restaurantes ou bares, são as compras nas lojas representativas das mais famosas marcas de roupa, joalharia, perfumaria... É ter a certeza que encontrámos a resposta certa para os nossos desejos e imaginário, principalmente quando viajar tem que ser obrigatoriamente sinónimo de classe, de saborear cada instante, de interiorizar sensações, de conhecer.


Mas também é a descoberta de outros mundos, sejam eles os das actividades de lazer inovadoras e a selecção cuidada de entretenimento que encontramos em cada navio, e que vamos dividindo com aqueles que, vindos de todas as partes do Mundo ali se encontram, enriquecendo vivências e abrindo a nossa mente a outras filosofias de vida ou formas de estar. Sempre de uma forma tranquila, numa aliança perfeita entre a descontracção e uma certa sumptuosidade.


É igualmente a melhor maneira de ir ao encontro de mil e uma escolhas de destinos a visitar e que fazem parte deste mundo deslumbrante, sem necessidade de andar a saltitar de aeroporto em aeroporto, de horas de espera entre voos de ligação, sem atrasos, e sem necessidade de andar com a carteira no bolso, pois tudo já está pago à saída do porto de embarque. E se analisarmos todas as ofertas que encontramos a bordo e as mordomias sempre presentes, usufruindo-as ao nosso próprio ritmo, sem irritantes tempos mortos, sem ter que pegar a cada instante na carteira para pagar isto e aquilo, apenas poderemos concluir que estava errado quando via os cruzeiros como uma forma de viajar apenas acessível a algumas privilegiadas bolsas.


Depois, há o dividir experiências com todos os outros companheiros de viagem, das mais variadas origens e idades, num constante dar e receber de conhecimentos e vivências, são as trocas culturais sempre presentes, as relações que muitas vezes se repetem mais tarde em outras paragens, em outros navios, pois esta acaba por ser uma viciante maneira de fazer amizades e conhecer o mundo em que vivemos.


Enfim, fazer um cruzeiro é entrar num reino que cada vez mais vai cativando novos adeptos e fidelizando aqueles que já experimentaram esta forma de viver os prazeres da vida, sentindo-os e saboreando-os de uma forma suave e com classe, onde o importante não é o destino, mas sim a viagem transformada em arte.